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Guia do HMS Belfast I Um cruzador da época da guerra no rio Tâmisa

Informações gerais

ENDEREÇO

The Queen's Walk, London SE1 2JH, UK

Horários

10:00–18:00

Vale a pena visitar o HMS Belfast?

O HMS Belfast não parece tanto um museu, mas sim um navio que simplesmente parou de navegar. As escadas de aço rangem sob os pés, os corredores ficam cada vez mais estreitos entre os tubos e as máquinas, e o rio Tâmisa passa lá fora, visto pelas vigias. Ainda dá pra ver as redes apertadas onde os marinheiros dormiam, a enfermaria onde os feridos eram atendidos e as enormes torres de artilharia que antes atiravam contra as posições inimigas.

Ela foi construída como um cruzador leve para a Marinha Real, projetada para proteger a navegação britânica e combater no mar. Esse objetivo ainda fica bem claro quando você passa dos aposentos da tripulação para as salas de armas e de comando.

O que faz a diferença emocional é a escala e a proximidade. O Dia D, os comboios do Ártico e a Guerra da Coreia deixam de parecer acontecimentos distantes dos livros didáticos quando você está dentro dos quartos onde os marinheiros viveram esses momentos.

Ignora isso se: se você tiver menos de 90 minutos, não curte escadas e espaços apertados, ou prefere passar seu dia em Londres ao ar livre do que dentro de um navio de guerra histórico.

O que ver no HMS Belfast?

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O convés principal e os espaços da tripulação

Dá uma olhada nos refeitórios, na cozinha, na padaria e nas áreas de convivência onde uma tripulação de cerca de 950 pessoas comia, dormia e trabalhava. As redes bem amontoadas deixam bem clara, de cara, a realidade da vida no mar.

A-Turret e a Experiência da Torre de Artilharia

Chega bem perto de uma das torres de canhão de 6 polegadas do HMS Belfast e dá uma olhada na maquinaria que permitia ao navio disparar com grande poder de fogo naval. A Experiência da Torre de Tiro recria a intensidade das condições de combate.

A Sala de Operações

Veja onde as informações do radar, do sonar e de outras fontes eram reunidas para rastrear navios e coordenar os movimentos do cruzador. As telas interativas ajudam a explicar como as decisões navais eram tomadas.

A Ponte do Almirante e a Plataforma da Bússola

Vai até as salas de comando usadas para navegar e comandar a nave. A Plataforma Compass também se conecta diretamente à história do HMS Belfast no Dia D, incluindo seu diário de bordo da época da guerra e a coordenação das operações navais.

Os refeitórios do Ártico

Dá uma olhada nos aposentos apertados usados durante os Convoios do Ártico, quando o HMS Belfast navegou em condições de frio extremo para proteger as rotas de abastecimento dos Aliados para a União Soviética. As redes bem esticadas ajudam a imaginar melhor como são essas condições difíceis.

A sala de máquinas e a sala da caldeira

Desça até abaixo da linha d’água para ver a maquinaria que impulsionava esse cruzador de 11.553 toneladas. Esses espaços mostram melhor a escala física do navio do que os conveses superiores, com equipamentos enormes amontoados em áreas de trabalho estreitas.

A Enfermaria

Conheça as instalações médicas do navio, incluindo a enfermaria, a sala de cirurgia e o consultório odontológico. Durante a guerra, o HMS Belfast tinha, na prática, um pequeno centro médico, além de suas armas, equipamentos de navegação e áreas de convivência.

O convés dos barcos e o convés das bandeiras

Olha do outro lado do rio Tâmisa, dos conveses superiores, e tem uma ideia melhor do tamanho do HMS Belfast. O convés do pavilhão também oferece uma vista privilegiada de Londres, contrastando o papel do navio durante a guerra com seu cenário atual à beira do rio.

Como explorar o HMS Belfast

Quanto tempo devo dedicar a isso?

Reserve de 2 a 3 horas para uma visita completa pelos nove conveses do navio. Reserve cerca de 3 horas se quiser ler as explicações nas exposições, passar um tempo nos compartimentos de máquinas ou visitar o local com crianças. Uma visita mais curta, de 90 minutos, dá pra conhecer os conveses principais, a torre de artilharia, as áreas de comando e alguns espaços da tripulação, mas você vai precisar andar rápido.

A melhor ordem para visitar

Começa pelos conveses inferiores e principais, onde os refeitórios, a cozinha, a enfermaria e a sala de máquinas mostram como era o dia a dia. Suba pela Torre A e pelas áreas de comando, terminando nos conveses superiores para ver o Convés de Bandeira, a Plataforma da Bússola e as vistas do rio Tâmisa. Siga o percurso sinalizado do navio, em vez de ficar voltando sempre pelo mesmo caminho; as escadas e as passagens estreitas fazem com que voltar pelo mesmo caminho seja mais demorado do que em uma visita normal a um museu.

Destaques imperdíveis

Imperdível: Torre A, Sala de Operações, Refeitórios do Ártico, Salas de Máquinas e Caldeiras, Ponte do Almirante e Convés de Comanda.

Opcional: As salas menores da tripulação e os espaços de trabalho especializados trazem muitos detalhes, mas podem levar mais 30 a 45 minutos se você parar para ler tudo.

Vale a pena acrescentar nas proximidades

A Torre de Londres é um passeio que combina perfeitamente do outro lado do rio e dá pra passar de 2 a 3 horas só lá. O Borough Market é uma opção melhor se você estiver a fim de comer, em vez de visitar outra atração importante, e pode reservar de 45 a 60 minutos para isso. Para um passeio mais tranquilo pela South Bank, caminhe ao longo do Tamisa em direção à Tate Modern depois de sair do HMS Belfast; reserve uns 20 minutos para chegar lá a pé.

Com orientação ou no seu próprio ritmo?

O ritmo por conta própria é a melhor opção se você quiser parar sempre que uma cabine apertada, uma máquina ou uma vista chamar sua atenção. O navio já tem um percurso definido para os visitantes e pontos de audioguia. Uma visita guiada vale a pena se você quiser que a linha do tempo do Dia D ou as histórias da época da guerra sejam explicadas por um especialista, em vez de ter que juntar as peças a partir das exposições. Atualmente, o IWM oferece passeios guiados sobre o Dia D e a Segunda Guerra Mundial, que incluem a entrada no HMS Belfast.

Breve história do HMS Belfast

  • 1936: A construção do cruzador leve da classe Town começa na Harland and Wolff, em Belfast, como parte do programa de expansão da Marinha Real.
  • 17 de março de 1938: O HMS Belfast é lançado ao mar por Anne Chamberlain, esposa do primeiro-ministro Neville Chamberlain.
  • Agosto de 1939: Ela foi alistada na Marinha Real pouco antes do início da Segunda Guerra Mundial.
  • Novembro de 1939: Uma mina magnética alemã danifica o cruzador, deixando-o fora de serviço por cerca de três anos, enquanto são feitas as reparos e a reconstrução.
  • 1943: O HMS Belfast volta ao serviço ativo, escoltando comboios do Ártico e participando da Batalha do Cabo Norte, onde as forças aliadas ajudaram a afundar o navio de guerra alemão Scharnhorst.
  • 6 de junho de 1944: Ela lidera o bombardeio naval que dá apoio aos desembarques do Dia D na Normandia e continua apoiando as tropas aliadas por cinco semanas.
  • 1950–1952: O HMS Belfast participou da Guerra da Coreia, passando 404 dias em serviço ativo.
  • 1963: Ela está fora de serviço ativo na Marinha Real e corre o risco de ser desmantelada.
  • 1971: Uma campanha de preservação salva o HMS Belfast. Ela chega a Londres e abre as portas para o público no dia 21 de outubro.
  • 1978: O Imperial War Museum assumiu a propriedade do HMS Belfast, que continua fazendo parte do acervo do IWM até hoje.

Arquitetura e design do HMS Belfast

O HMS Belfast foi construído pensando mais na funcionalidade do que no conforto, e o projeto do navio deixa isso bem claro logo de cara. Como um cruzador leve da classe Town, ele combina grandes posições de artilharia abertas com máquinas, salas de comando e alojamentos da tripulação bem compactados. Mais de 11.000 toneladas de aço estão dispostas tanto na vertical quanto na horizontal, criando um navio onde escadas, escotilhas e passagens estreitas conectam os espaços de trabalho espalhados por nove conveses.

É o contraste que torna a arquitetura interessante. Os andares superiores parecem abertos, expostos e imponentes, enquanto os andares inferiores ficam mais escuros, mais quentes e cada vez mais mecânicos. Tubulações passam pelo teto, máquinas ocupam salas estreitas e os alojamentos da tripulação mostram bem quão pouco espaço pessoal havia disponível. O navio foi projetado para operar no mar em condições de combate, então quase todas as peças têm uma finalidade prática.

Quem construiu o HMS Belfast?

O HMS Belfast foi construído pela Harland and Wolff, a empresa de construção naval de Belfast responsável pela construção de muitas embarcações importantes, em seu estaleiro de Queen's Island. Ela era um dos cruzadores leves da classe Town que a Marinha Real colocou em serviço durante sua expansão antes da guerra. O projeto dela priorizou velocidade, poder de fogo e autonomia, em vez do conforto dos passageiros.

A vida a bordo do HMS Belfast

O HMS Belfast era, na prática, uma pequena cidade flutuante para as cerca de 950 pessoas que viviam e trabalhavam a bordo dele. O navio tinha sua própria padaria, cozinha, capela, estação de rádio, enfermaria e refeitórios, além das máquinas e armas necessárias para o combate.

A vida cotidiana dependia muito de espaços compartilhados apertados e de rotinas rígidas. Os marinheiros dormiam em redes bem apertadas, comiam refeições preparadas para quase 1.000 pessoas e trabalhavam em meio a máquinas, armas e equipamentos de navegação. Durante a Guerra da Coreia, a tripulação chegou a consumir mais de 56.000 pints de rum ao longo do período em que o navio esteve em serviço por lá.

Perguntas frequentes sobre o HMS Belfast

Sim. Os visitantes podem entrar na área da Torre A e participar da Experiência da Torre de Artilharia, que recria o funcionamento e a atmosfera em torno de uma das principais instalações de canhões de 6 polegadas do HMS Belfast. Algumas áreas têm passagens estreitas e escadas.