Depois de ser concluída na década de 1300, a Antiga Catedral de São Paulo era uma das igrejas mais elegantes e imponentes de toda a Europa. Com cerca de 585 pés de comprimento e 100 pés de largura, sua arquitetura era uma mistura impressionante de fundamentos românicos (normandos) e ampliações góticas posteriores. A joia da coroa do exterior era uma magnífica torre de madeira e chumbo. Antes de ser destruída por um raio em 1561, a torre da igreja supostamente chegava a uma altura entre 460 e 489 pés (140 a 149 metros), o que a tornava a igreja mais alta da Grã-Bretanha e bem mais alta do que a cúpula moderna de 365 pés projetada por Sir Christopher Wren.
No interior, a característica mais famosa da catedral era sua enorme nave, com um trifório normando e um teto abobadado de grande beleza. Com o passar do tempo, esse lugar foi evoluindo muito além da religião e ficou conhecido como “Paul’s Walk”. Nos séculos XVI e XVII, a nave transformou-se em um movimentado mercado secular, uma via pública, um ponto de encontro para fofocas políticas e um mercado famoso entre os livreiros de Londres.
Os vitrais da catedral também eram considerados um dos melhores exemplos de artesanato do país. O lendário poeta Geoffrey Chaucer destacou explicitamente a beleza complexa delas em O Conto do Moleiro, dentro de Os Contos de Canterbury:
Seu cabelo era ruivo, seus olhos cinza como os de um ganso,
Com as janelas de Paule esculpidas nos sapatos dele
Com aquelas calças vermelhas, ele foi direto pro fetiche.