Vale a pena visitar o Museu Britânico?

Entrar no Museu Britânico não parece tanto entrar num prédio, mas sim mergulhar num vasto arquivo da civilização humana. O Grande Pátio se abre acima de você, com vidro e luz, enquanto as galerias te levam a mundos de impérios, crenças e vida cotidiana que abrangem 2 milhões de anos.

O museu possui mais de 8.000.000 de objetos, com cerca de 80.000 em exposição a qualquer momento. Entre os destaques estão a Pedra de Roseta, as esculturas do Partenon e as múmias egípcias, cada uma delas marcando momentos decisivos na história da humanidade.

Criado para preservar e compartilhar conhecimentos de todo o mundo, o museu ainda reflete essa ambição hoje em dia, permitindo que você viaje pelo Egito, Grécia, Assíria, Ásia e muito mais em uma única visita.

Não é isso. A recompensa emocional é a perspectiva — a sensação de que o tempo se estende muito além da tua própria vida e de como as histórias humanas estão, na verdade, profundamente interligadas.

Pule essa parte se você tiver menos de 90 minutos e preferir pontos turísticos ao ar livre a grandes museus fechados onde é preciso andar muito.

O que dá pra ver no Museu Britânico?

Ancient Greek temple facade at the British Museum with sculptures and columns.
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Galerias egípcias e a Pedra de Roseta

O Antigo Egito é o destaque no Museu Britânico, onde a Pedra de Roseta, múmias e objetos funerários abrangem mais de 3.000 anos de civilização. De todas as exposições, a Pedra de Roseta atrai sempre as maiores multidões, especialmente nos horários de pico, quando o tempo de visita pode ser limitado.

Galerias de esculturas gregas e do Partenon

Fragmentos do Partenon, em Atenas, estão expostos ao lado de esculturas e peças arquitetônicas da Grécia clássica. A grandiosidade e os detalhes das esculturas fazem desta uma das áreas mais visitadas, com um fluxo constante de visitantes ao longo do dia.

Galerias assírias e mesopotâmicas

Relevo em pedra de grandes dimensões, provenientes de antigos palácios assírios, dominam essas salas, incluindo touros alados e cenas de caça minuciosamente detalhadas. O tamanho impressionante das esculturas cria uma atmosfera dramática que se destaca mesmo num museu desta magnitude.

Galeria Iluminista

Localizada no edifício original da British Library, do século XVIII, esta galeria reúne coleções antigas formadas durante a Era do Iluminismo. Fileiras de vitrines exibem objetos que mostram como a cultura museológica moderna começou a tomar forma.

Galerias da África

Nestas salas, as tradições artísticas africanas são apresentadas por meio de máscaras, esculturas, tecidos e objetos cerimoniais que abrangem diversas regiões e séculos. A coleção destaca tanto a profundidade histórica quanto a notável diversidade cultural.

Galerias da Ásia

Esculturas budistas, cerâmicas, gravuras e objetos religiosos de todo o Sul, Leste e Sudeste Asiático estão expostos numa coleção abrangente. As galerias mostram como a arte, a religião e o intercâmbio cultural evoluíram em regiões vastas e interligadas.

Galeria da Europa e da Idade Média

Objetos religiosos, armaduras, joias e esculturas traçam a evolução das sociedades europeias desde o início da Idade Média. Comparada com as alas mais movimentadas, essa parte costuma parecer mais espaçosa e propícia à reflexão.

Galerias da Grã-Bretanha, da Europa e da pré-história

Objetos da Grã-Bretanha pré-histórica, passando pela época romana e pela Idade Média, revelam a vida cotidiana ao longo dos séculos, desde ferramentas simples até joias elaboradas. As exposições ajudam a relacionar a história local com os acontecimentos europeus mais amplos.

Impressões e desenhos

As obras em papel de artistas como Michelangelo, Rembrandt e Dürer são exibidas em exposições rotativas por motivos de conservação. Cada visita oferece uma seleção um pouco diferente, o que torna essa seção mais tranquila, mas vale a pena voltar lá.

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Como explorar o Museu Britânico?

Breve história do Museu Britânico

  • 1753: O Museu Britânico foi fundado por meio de uma lei do Parlamento, com base na coleção de Sir Hans Sloane, que inclui livros, manuscritos e antiguidades. É considerado o primeiro museu público nacional do mundo.
  • 1759: O museu abre as portas ao público na Montagu House, em Bloomsbury, Londres, oferecendo entrada gratuita a “todas as pessoas estudiosas e curiosas”, o que marca uma grande mudança no sentido do acesso público ao conhecimento.
  • 1823–1852: A Montagu House foi gradualmente substituída pelo atual edifício neoclássico projetado por Sir Robert Smirke, à medida que o museu se expandia para acomodar coleções em rápido crescimento.
  • 1802: A Pedra de Roseta entra para o acervo após ter sido adquirida pelo Museu Britânico, tornando-se um dos seus artefatos mais importantes e visitados.
  • 1857: A Sala de Leitura circular fica no centro do museu, tornando-se um importante centro de estudos frequentado por escritores, historiadores e pesquisadores.
  • Séculos XIX–XX: As principais aquisições do Egito, da Grécia, da Assíria e da Ásia são o que define a reputação mundial do museu, incluindo as esculturas do Partenon, adquiridas no início do século XIX.
  • 2000: O Great Court, projetado pela Foster + Partners, é inaugurado, transformando o espaço central do museu com uma moderna cobertura de vidro sobre a histórica Sala de Leitura e melhorando a circulação dos visitantes.
  • Hoje: O museu continua ampliando suas coleções e exposições, abrigando mais de 8 milhões de objetos que documentam a história, a cultura e a arte da humanidade ao longo de mais de dois milhões de anos.

Quem construiu o Museu Britânico?

O edifício original do Museu Britânico foi projetado por Sir Robert Smirke entre 1823 e 1852, como parte de um plano de expansão para abrigar a crescente coleção nacional. Seu projeto neoclássico foi influenciado pela arquitetura da Grécia Antiga, com ênfase na proporção, na simetria e na escala monumental. O Great Court foi criado posteriormente, em 2000, pelo escritório Foster + Partners, que cobriu o pátio central do museu com um telhado de vidro e redesenhou a circulação interna. O projeto de Smirke continua sendo um dos exemplos mais importantes da arquitetura neoclássica na Grã-Bretanha e continua a definir a identidade externa do museu.

Arquitetura do Museu Britânico

Educação, pesquisa e envolvimento com o público no Museu Britânico

O Museu Britânico funciona tanto como museu público quanto como centro de aprendizagem e pesquisa. O programa oferece uma ampla variedade de atividades educativas, incluindo palestras, oficinas, visitas guiadas, apresentações e eventos especiais para públicos de todas as idades.

O museu também realiza pesquisas aprofundadas com base em seu acervo, envolvendo estudos arqueológicos, ciência da conservação e colaboração com parceiros internacionais. Essa pesquisa ajuda a entender melhor os objetos e seu contexto histórico.

Os departamentos de conservação e de pesquisa do museu estudam e cuidam dos objetos usando uma variedade de técnicas analíticas e de preservação, garantindo a proteção a longo prazo do acervo

Perguntas frequentes sobre o Museu Britânico

Sim, principalmente se você se interessa por história mundial, arqueologia ou artefatos icônicos. O Museu Britânico reúne objetos de todos os continentes e épocas, incluindo a Pedra de Roseta, as esculturas do Partenon e múmias egípcias. A entrada é gratuita para a coleção principal, o que faz dela uma das principais atrações mais acessíveis de Londres.

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